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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Tradutor pode matar ou melhorar obras originais

FSP online (17/12/2011): Tradutor pode matar ou melhorar obras originais (Por João Paulo Charleaux): Um tradutor não dá à luz novos livros. Mas pode melhorá-los. Ou matá-los. Num ofício dividido entre a criação artística e a mera reprodução fidedigna dos originais, esse coautor de romances alheios vem ganhando prestígio maior do que as notas de rodapé podem dar. (...) Em muitos países, os tradutores conseguem se especializar em um determinado autor ou estilo e há até mesmo prêmios literários para a categoria, mas, "no Brasil, o trabalho de tradutor não é valorizado", diz o tradutor e escritor Milton Hatoum. Hoje, já existem originais em russo, japonês, árabe, alemão e hebraico traduzidos para o português sem escalas em versões inglesas ou francesas, como ocorria antigamente. Mesmo assim, a maioria desses profissionais ainda vive se equilibrando em contratos incertos com as editoras, que pagam, em média, R$ 30 por página com 2.100 caracteres de tradução. >>> Leia mais, clique aqui.

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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Poética do Traduzir

Poética do Traduzir

Henri Meschonnic

Editora Perspectiva (2010)

Colocando-se sempre contra uma ciência da tradução ou da tradutologia, Henri Meschonnic instala, em poética do traduzir, que a editora perspectiva publica na coleção estudos, a ideia de um laboratório de linguagens, em que se posiciona contra a modéstia e o apagamento, a favor da audácia, da ousadia. um convite ao tradutor, o de inscrever-se no texto traduzido. e a essência de sua crítica à tradução se constitui quer no ritmo, quer na transposição de línguas ou de discursos, e sua proposta passa a ser a descoberta da oralidade no escrito e não apenas no teatro e ainda, muito menos, no explícito da oralidade em si, na razão etnográfica. a crítica das traduções é também para ele uma poética e um trabalho de palimpsesto, confrontando-se inevitavelmente com um pensamento sobre a literatura e a expressão. § contido, polêmico, preciso e extenso, ao mesmo tempo, pensando nas práticas do sagrado, nas questões do divino e nas contingências do presente e do passado, insistindo sempre na noção de historicidade, meschonnic é sensibilidade e agudeza. poeta, ele mesmo, deixa-nos a marca de um trabalho incansável pelo entendimento da poesia, da história do pensamento e de seus impasses. [Jerusa Pires Ferreira] >>> Veja o Sumário, clique aqui.